segunda-feira, 18 de abril de 2016


estes cantares fez & som escarnhos d'ora

opinião crítica de Jorge Velhote




Confesso, David, ter sido uma grande surpresa, a leitura do teu estes cantares fez & som escarnhos d’ora.
Não esperava tanta 'arte de mão' e tanto controlo sobre um texto poético, irónico e sarcástico, que me levou a rir imensas vezes.
É um livro de atenção extrema ao real diário, quase página de jornal de referência e pasquim de província, não olhando a meios para dizer, sem medos, ao que vem. E vai a eito, até à degola da língua, que agora se diz dever ser usada, introduzindo uma prótese para um novo dizer, como se surdos fôssemos ou no dizer tropeçássemos, porque mais velhos ou cambos dos passos, que sempre andamos argutos, no florilégio da língua que aqui nos trouxe, dela cuidando sempre.
Caramba, livro muitíssimo bem escrito! Nem imagino como se faz, mas vendo bem, tudo é tão evidente, que ofusca. É maravilhosa a construção sintática. E a musicalidade de antanho está lá toda, sem doçura ou arrebiques, dando a ver o que se escreve, para ser dito.
É mesmo poesia e versos para engolir.
Creio que dará um belo espetáculo de leitura, com leitores argutos e música a sublinhar.

Fiquei encantado!

Afetuoso abraço do

Jorge Velhote

quinta-feira, 14 de abril de 2016

III. Dispersos

III.1. Poemas (X)

Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no  jornal Diário do Minho (Braga)em 10/06/1972, creio que no seu suplemento cultural «Parábola», mas cujo n.º e página ainda não recuperei (guardei apenas o recorte com a indicação do jornal), o poema seguinte. É mais um dos meus «juvenilia».




terça-feira, 12 de abril de 2016

III. Dispersos

III.1. Poemas (IX)


Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no  jornal Diário do Minho (Braga)em 11/12/1971, creio que no seu suplemento cultural «Parábola», mas cujo n.º e página ainda não recuperei (guardei apenas o recorte com a indicação do jornal), o poema seguinte. É mais um dos meus «juvenilia».


quarta-feira, 6 de abril de 2016



Publicado depois, com o título «discurso a refeição»,  em Eufeme-magazine de poesia, (n.º 1, 2016, p. 27). Sem título e com a numeração «4.», em o rosto, Leça da Palmeira, Eufeme, n.º 14 da coleção «Poetas da Eufeme», p. 12. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

III. Dispersos

III.1. Poemas (VIII)

Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no  jornal Cardeal Saraiva, em data e n.º de jornal e página que ainda não recuperei (guardei apenas o recorte com a indicação do jornal), o poema seguinte.  Todavia, deverá ter sido publicado em inícios de janeiro de 1972, uma vez que o manuscrito tem a data de 22-12-71. Trata-se, como lerão, de um divertimento poético, com uma certa pontinha erótica. 

[NB - Vai em «tamanho original», para facilitar a leitura.]


ADENDA (05-04-2016): Visitei, hoje, o Arquivo Municipal e a Biblioteca Municipal de Ponte de lima. Nesta última, encontrei o jornal Cardeal Saraiva, onde foi publicado este divertimento: Ano LXII,  n.º 2.510, de 17/11/1972, p. 2. Afinal, a publicação do poema, em vez de ter sido publicado no início do ano, como disse acima, foi quase no fim. Provas são provas. Suposições, suposições. Eis o respetivo cabeçalho do periódico:



sábado, 2 de abril de 2016



Este breve poema foi construído a partir da observação deste "grafiti", publicado pela Graça Costa, no seu mural do FB. Agradeço a esta Amiga o favor de me ter ajudado a recuperar esta imagem (que adaptei ligeiramente), a qual pode ser vista também AQUI.

terça-feira, 29 de março de 2016



david  f.  rodrigues  regressa  à  poesia  com

estes cantares fez & som escarnhos d’ora*




José Manuel Mendes



     Desde 1988 que david f. rodrigues cuidava com desvelo do seu silêncio editorial. Escolhera, aliás, entre instantes de recepção feliz, a via para a sua construção, fundida nos destinos da docência, antes e após o doutoramento.


     Regressa agora com estes cantares fez & som escarnhos d’ora, colectânea que, do título ao conjunto das opções temáticas e de modulação dos versos, restitui veios profundos do trovadorismo, no segmento em que a relação com o tempo e a realidade concretos se torna decisiva. Ou, se assim se preferir, inscreve a actualidade, o que no contemporâneo é presente com acento agudo, numa linhagem mutacional, unindo águas (permito-me a metáfora) porventura em dispersão e atritividade.
     O livro traz em si o traço da corrosão mediante instrumentos que percorrem, recorrem, humor e sarcasmo, uma multivalência da ironia, o burlesco, o erótico, a pústula colectiva das injustiças, os registos disfémicos até à ferida. Que é, não nos iludamos, de todos nós:

           “casa roubada
             troikas à porta
            (…)
            troika por troika
            fica-se sempre troikado”;

ou, como que ao acaso da leitura:

           “é por teres sido
            mediterrâneo
            lago privado do poderoso
            império

           que persistes em ser
            hoje este louco mar~
           conhecido só por tenebroso
           cemitério”.

     Ao apurado conhecimento da língua (a que as práticas de investigação académica conferiram peculiares horizontes) associa o poeta marcadores de melodia e ritmo, a meu ver, assinaláveis. A tradição clássica, música de câmara sobretudo e as sugestões da pop ou do rap, mais recitativo e turbulento, colam-se, num processo que se afigura consciente, ao decurso / discurso de não poucas das sequências que se nos deparam. Ou serei eu, numa livre aproximação desconstrutiva, a acolhê-las de tal modo.
     Dois momentos (e toco, canto, invento percussões onde se me impõem). “a minha próxima residência por última terá / apenas dois candelabros de pé alto e focos / de luz azuis como dois ramos de flores selvagens”. Ouvem-se, oiço eu, o piano, o sopro melancólico do violoncelo, a orquestra. Em contraposição, insinuam-se a batida, os ingredientes do dizer na escala dos tons médios em passagens desta estirpe:

          “banco
            mundial contra a fome
            contra a fome mundial
            banco

            mundial
            banco contra a fome
            contra a fome banco
            mundial

            a fome
            mundial contra banco
            contra banco mundial
            a fome.”

     A oralidade, procurada com finura, faz parte do resto, o todo a que chamo resto na economia da enunciação: comunicabilidade e garridice, ligeireza, a ligeireza amiúde aparente de certos temperos no frasear e vis (inter)locutória, regionalismo e inclinação sentenciosa, o engenho de esconder e revelar.
     Na arquitectura do volume nada nasceu, pois, na mão do imponderado. Nem os elementos peritextuais, as citações de trovadores e nomes cimeiros da literatura a que pertencemos, Airas Nunes e José Saramago, Martim Soares e Camões e Vasco Graça Moura.
     Deixo uma das chaves para o enigma que toda a poesia é. Rente à porta, que porta?, saúde, como os amigos saudarão, este retorno de uma voz guardada ao fundo de um exílio. Um exílio quebrado. Em boa hora.

* Síntese da apresentação do livro, em Braga, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, no dia 18-12-2015.


segunda-feira, 28 de março de 2016

III. Dispersos

III.1. Poemas (VII)

Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no  jornal Cardeal Saraiva, em 19/01/1973 (n.º 2519, p. 2), o poema seguinte. Não reproduzo o cabeçalho do jornal, uma vez que apenas guardei o recorte. 



sábado, 26 de março de 2016




NB1 - Este poema começou a ser escrito em 22/02/2016, mas perdi-lhe o rasto, na pasta dos ínúmeros exercícios de redação poética. Encontrei-o ontem, à noite. Dei-lhe, hoje, a versão apresentada. Que pode muito bem não ser a «ne varietur».
NB2 - A pintura, cujo autor não me foi possível identificar, encontrei-a em Google / Imagens / Nus pinturas.

quinta-feira, 17 de março de 2016

III. Dispersos

III.1. Poemas (VI)

Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no n.º 28 (setembro de 1970; p. 2) do jornal O Alto de S. Cristóvão, o poema seguinte. Reproduzo, também, o cabeçalho do n.º do referido jornal.




Obs1. - Agradeço ao Emídio Crisóstomo a cedência dos jornais onde colhi estes dispersos «grãos de poesia». Espero por outros números. Muito obrigado. Abraço!

sábado, 12 de março de 2016

III. Dispersos

III.1. Poemas (V)

Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no n.º 26 (julho de 1970; p. 3) do jornal O Alto de S. Cristóvão, o poema seguinte. Reproduzo, também, o cabeçalho do n.º do referido jornal.




Obs1. - Com ligeiríssimas alterações, este poema foi depois incluído no livro «grãos de poesia» (Braga: Pax, p.37]. Também reproduzido AQUI.

Obs2. - Agradeço ao Emídio Crisóstomo a cedência dos jornais onde colhi estes dispersos «grãos de poesia». Espero por outros números. Muito obrigado. Abraço!