segunda-feira, 9 de maio de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
estes cantares fez & som escarnhos d'ora
opinião crítica de Manuel Maria
O princípio da identidade, indispensável ao raciocínio lógico, tende a
conduzir-nos à necessidade de a tudo colarmos um rótulo, ou seja, conferir uma
espécie de bilhete de identidade. Ora é justamente o que se não deve fazer a estes
cantares fez & som escarnhos d’ora, a mais recente publicação, em
livro, da obra poética de David F. Rodrigues.
Devo confessar que estes cantares não me surpreenderam. E não me
surpreenderam, porque, apesar da expectativa ser sempre elevada, há sempre
sobejos motivos que confirmam esta minha soberba e despudorada exigência: a
excelência da sua criação, fruto da sua inegável criatividade e do empenho
aturado e exaustivo que confere a cada um dos seus textos.
Doutorado e especialista em Teoria do Texto, o poeta demonstra,
uma vez mais, conhecer e dominar, como poucos, a matéria prima de que se serve
para a construção e/ou desconstrução de uma tessitura que só pode arrebatar
qualquer leitor, mesmo que, eventualmente, não domine tão completamente o
código de que se serve o poeta.
Interventivo na sociedade em que se encontra inserido, parece pretender o
poeta (esta repetição próxima não é uma distração, é, antes, uma reiteração,
mais do que merecida) que a sua poesia transpareça, quiçá afirme, o testemunho
inequívoco de uma cidadania de que não quer nem deve abdicar. O resultado final
são estes cantares, que são de escárnio e são-no d’ora, porque
mais não fazem do que nos mostrar como a realidade que o/nos rodeia é captada com
tão perspicaz acuidade sensorial.
Conhecedor exaustivo de uma estrutura de superfície e de uma estrutura
profunda, manipula o significante a seu bel-prazer, obtendo uma pluralidade de
significados que vão ao encontro do que postulava/postula a Arte de Trovar
(“per palavras cobertas que hajam dous entendimentos, pera lhe-lo nom
entenderem […] ligeiramente”). E serve, na perfeição, a máxima latina dos
nossos comediantes e satíricos: “ridendo
castigat mores” = “corrige os costumes sorrindo”.
Mais do que se possa dizer/escrever acerca de, é imperiosa a leitura
atenta – e lúdica! – d’estes cantares de David F. Rodrigues.
Porto, 06 de maio de 2016
Manuel Maria
quinta-feira, 5 de maio de 2016
III. Dispersos
III.1. Poemas (XV)
III.1. Poemas (XV)
Com o pseudónimo de David Guerreiro, foi publicado, em «Parábola», suplemento cultural do jornal Diário do Minho (Braga), em 1971 (mas cujo n.º e data ainda não encontrei; apenas possuo o recorte com a indicação do jornal), o poema seguinte. A seleção e ilustração foram da exclusiva responsabilidade da redação de «Parábola», bem como a sua disposição vérsica e ortografia, conforme se pode confrontar com a reprodução do poema, tal como foi editado na coletânea, também abaixo apresentada. De referir, ainda, que, oferecido ao jornal grãos de poesia, a publicação do poema foi uma gentileza da respetiva redação. No «Parábola», em datas ainda não identificadas, foram publicadas, também, recensões críticas ao livro, por Mário Garcia e Pinharanda Gomes. E, no Correio do Minho e no Diário de Notícias, em datas que ainda não recuperei, Jerónimo de Castro e João Gaspar Simões também publicaram, respetivamente, textos de crítica a grãos de poesia (1971, Braga: Editora Pax).
segunda-feira, 2 de maio de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
sábado, 30 de abril de 2016
IV. Frutos da Terra e do Homem
Todos os dias são da poesia e sua partilha, como pão nosso de cada dia.
JORGE VELHOTE
TRÊS
POEMAS
do
livro
É FRIA A ÁGUA NA ESCURIDÃO DOS POÇOS
(Inédito)
Jorge
Velhote, Porto, Maio 1954.
Crê que ao olhar se
devolve o trânsito da imaginação, restos e fragmentos da natureza, a
proximidade dos espelhos, do abismo onde se despenha a solidão e se crava o
fulgurante punhal da memória. Cada poema, cada fotografia, desnuda nocturno os
vestígios urdidos em cenário e emerge mundo reflectido pela amplificação dos
seus sinais. Nesse tumulto perpassa o recolhimento entre luz e sombra, o ímpeto
cintilante das águas, a metamorfose dos enigmas e dos segredos. O que para além
das palavras se declina elevando-se essência de claridade: Atrito de Gotas (em colaboração); Os Sinais Próximos da Certeza;
Hermeneutical Studies; Os Mapas Sem Fronteiras Sufocam Os Lugares; Máquina de
Relâmpagos; Pele; Narrativa da Foz Do Douro; Luz Plural (em colaboração).
segunda-feira, 25 de abril de 2016
III. Dispersos
III.1. Poemas (XIII)
III.1. Poemas (XIII)
Em 1986, o país celebrou o décimo segundo aniversário da Revolução do 25 Abril de 1974.
Entre as várias ações e atividades, então levadas a cabo (políticas, culturais, desportivas e recreativas), conta-se a edição da revista Sempre, pela Associação 25 de Abril (Delegação no Norte - Porto).
Convidado a participar com um inédito, nesta publicação colaborei com o poema seguinte que, na revista, se encontra na pág. 15.
Apresento, depois, a capa da referida publicação. No quadro central, encontram-se os nomes dos autores que a Sempre deram, com inéditos, a sua colaboração cultural e cívica.
Etiquetas:
«poema»,
«Sempre»,
1986,
Associação 25 de Abril (Delegação no Norte - Porto),
David F. Rodrigues,
David Rodrigues,
dispersos,
pão integral,
poemas
domingo, 24 de abril de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
III. Dispersos
III.1. Poemas (XII)
NB1 - Corrigi gralha, no último verso, da quarta quadra.
NB2 - Este juvenilia foi, depois, recolhido no livro Vibração de Nervos (1976, pp. 11-12), também sem a última estrofe, sem pontuação e em minúsculas, conforme se pode ver / ler AQUI.
III.1. Poemas (XII)
Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no jornal Diário do Minho (Braga), no dia 10/06/1972, creio que no seu suplemento cultural «Parábola», cujo n.º e página ainda não recuperei (guardei apenas o recorte com a indicação do jornal), o poema seguinte. O manuscrito tem a data de 4/4/71, mas sem a última estrofe.
NB1 - Corrigi gralha, no último verso, da quarta quadra.
NB2 - Este juvenilia foi, depois, recolhido no livro Vibração de Nervos (1976, pp. 11-12), também sem a última estrofe, sem pontuação e em minúsculas, conforme se pode ver / ler AQUI.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
III. Dispersos
III.1. Poemas (XI)
III.1. Poemas (XI)
Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no jornal Cardeal Saraiva (Ponte de Lima), no dia 29/12/1972 (n.º 2516, Ano LXII), página 2, o poema seguinte. O «soneto» saiu, então, com algumas gralhas, que corrijo, na versão reproduzida, em paralelo. Apresento, também, o cabeçalho do referido n.º do referido jornal.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
estes cantares fez & som escarnhos d'ora
opinião crítica de Jorge Velhote

Confesso,
David, ter sido uma grande surpresa, a leitura do teu estes cantares fez
& som escarnhos d’ora.
Não esperava tanta 'arte de mão' e tanto
controlo sobre um texto poético, irónico e sarcástico, que me levou a rir
imensas vezes.
É um livro
de atenção extrema ao real diário, quase página de jornal de referência e
pasquim de província, não olhando a meios para dizer, sem medos, ao que vem. E
vai a eito, até à degola da língua, que agora se diz dever ser usada,
introduzindo uma prótese para um novo dizer, como se surdos fôssemos ou no
dizer tropeçássemos, porque mais velhos ou cambos dos passos, que sempre
andamos argutos, no florilégio da língua que aqui nos trouxe, dela cuidando
sempre.
Caramba,
livro muitíssimo bem escrito! Nem imagino como se faz, mas vendo bem, tudo é
tão evidente, que ofusca. É maravilhosa a construção sintática. E a
musicalidade de antanho está lá toda, sem doçura ou arrebiques, dando a ver o
que se escreve, para ser dito.
É mesmo poesia e versos para engolir.
Creio que
dará um belo espetáculo de leitura, com leitores argutos e música a sublinhar.
Fiquei
encantado!
Afetuoso
abraço do
Jorge
Velhote
sábado, 16 de abril de 2016
quinta-feira, 14 de abril de 2016
III. Dispersos
III.1. Poemas (X)
III.1. Poemas (X)
Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no jornal Diário do Minho (Braga), em 10/06/1972, creio que no seu suplemento cultural «Parábola», mas cujo n.º e página ainda não recuperei (guardei apenas o recorte com a indicação do jornal), o poema seguinte. É mais um dos meus «juvenilia».
quarta-feira, 13 de abril de 2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
III. Dispersos
III.1. Poemas (VIII)
III.1. Poemas (VIII)
Com o pseudónimo de David Guerreiro, publiquei, no jornal Cardeal Saraiva, em data e n.º de jornal e página que ainda não recuperei (guardei apenas o recorte com a indicação do jornal), o poema seguinte. Todavia, deverá ter sido publicado em inícios de janeiro de 1972, uma vez que o manuscrito tem a data de 22-12-71. Trata-se, como lerão, de um divertimento poético, com uma certa pontinha erótica.
[NB - Vai em «tamanho original», para facilitar a leitura.]
ADENDA (05-04-2016): Visitei, hoje, o Arquivo Municipal e a Biblioteca Municipal de Ponte de lima. Nesta última, encontrei o jornal Cardeal Saraiva, onde foi publicado este divertimento: Ano LXII, n.º 2.510, de 17/11/1972, p. 2. Afinal, a publicação do poema, em vez de ter sido publicado no início do ano, como disse acima, foi quase no fim. Provas são provas. Suposições, suposições. Eis o respetivo cabeçalho do periódico:
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«Cardeal Saraiva»,
«História de Graça»,
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David Guerreiro,
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poemas,
Ponte de Lima
sábado, 2 de abril de 2016
Este breve poema foi construído a partir da observação deste "grafiti", publicado pela Graça Costa, no seu mural do FB. Agradeço a esta Amiga o favor de me ter ajudado a recuperar esta imagem (que adaptei ligeiramente), a qual pode ser vista também AQUI.
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