segunda-feira, 31 de julho de 2017
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Manuel Bandeira faz hoje 131 anos
Manuel Bandeira, 1968: Poesias de Manuel Bandeira.
(Selecção
e Prefácio de Adolfo Casais Monteiro)
Lisboa:
Portugália; p. 27.
«[…]
O equilíbrio do verso, a leveza rítmica
e o apuro estilístico caracterizam uma poesia aparentemente simples na sua
forma, ocultando, porém, um trabalho rigoroso. Bandeira foi um poeta
multifacetado, capaz de experimentar os ritmos e as imagens de acordo com as
suas relevâncias, circulando entre o humor genuíno e crítico, certa melancolia
metafísica e um lirismo universal. […]»
Jorge Henrique BASTOS, 2002:
Antologia de Poesia Brasileira do Século XX
– Dos modernistas à actualidade. (Selecção, introdução e notas de
J. H. B.)
Lisboa:
Antígona; p. 35.
NB1 - As
fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em
Google+ / Imagens / Manuel Bandeira.
NB2 - Respeitada
grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Antero de Quental faz hoje 175 anos
Antero de Quental, 19724:
Sonetos.
(Edição
organizada, prefaciada e anotada por António Sérgio)
Lisboa:
Sá Costa; p. 204.
«[…]
A poesia de Antero quase nunca procura
criar símbolos – prefere usar as alegorias tradicionais e infundir-lhe sentidos
simbólicos. Muito raramente constrói um estado de alma ou um sentimento com a
magia das palavras, a sugestividade das alusões – mas, muitas vezes, damos
connosco a descobrir que as batidas palavras da linguagem tópica do lirismo não
significam ali o que até então tinham significado. O que separa Antero dos
românticos que o precederam ou eram ainda seus contemporâneos é muito menos a
busca de uma linguagem nova, ou abandono de demasiado usadas imagens e
expressões, do que a densidade intelectual com que ele permeia tudo isso. […]»
Jorge de SENA, 20012: «Antero
Revisitado».
Em
Estudos de Literatura Portuguesa I.
Lisboa: Edições 70; p. 146.
NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Antero de Quental.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Sebastião da Gama faz hoje* 93 anos
Sebastião da Gama, s/d (4.ª ed.): Serra Mãe – Poemas.
Lisboa: Ática, p. 64.
Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais)
informado:
AQUI e «Sebastião da Gama, o poeta da serra da
Arrábida (vídeo)» e/ou «Sebastião da Gama – Infopédia»
«[…] Sebastião da Gama não terá falado tanto da morte somo muitos outros
poetas mas falou o suficiente para que o destino que lhe coube imprimisse um
tom particularmente comovedor às suas fugazes incursões em tal domínio. Mas o
que particularmente o individualiza, por mais frequente nele e mais raro nos
outros, é o optimismo, a confiança na vida, a concepção e a prática saudável da
poesia. […]»
Ruy BELO, 1970 [19712]:
«Prefácio à 2.ª Edição».
Em,
Sebastião da Gama, 19712: Pelo
Sonho É Que Vamos. Lisboa:
Ática; p. 18.
NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Sebastião da Gama..
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.
*Daniel Faria faz hoje 46 anos.
Daniel Faria faz hoje* 46 anos
Daniel Faria, 2012: Poesia.
Porto:
Assírio & Alvim; p. 424. Lisboa: Ática, p. 64.
Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais)
informado:
«Alexandra Lucas Coelho - “o rapaz
raro”» e/ou «Maria Teresa Dias Furtado – “Daniel
Faria: Se fores pelo centro de ti mesmo”»
«O mundo de Daniel Faria é o mundo do símbolo, um mundo em que existe o
tudo e onde é lançado conjuntamente, um mundo onde há um centro para o qual
convergem todos os sentidos: “Desejo o útero de tudo” […], escreve o Poeta,
colocando-se na posição daquele [que] caminha para esse centro. Nesse mundo,
onde o sentido é concebido como absoluto, a escrita nasce da atenção e da
escuta, que são atitudes daquele que está em silêncio, não daquele que fala ou
escreve. […]»
Rosa
Maria MARTELO, 2010: «A magnólia “maior
/ E mais bonita do que a palavra”».
Em
A Forma Informe – Leituras de poesia. Lisboa: Assírio & Alvim; p. 287.
NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Daniel Faria.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação das edições consultadas.
Etiquetas:
"Estuário",
«poesia»,
Alexandra Lucas Coelho,
Daniel Faria,
David F. Rodrigues,
festa d'anos,
Maria Teresa Dias Furtado,
pão integral
sábado, 8 de abril de 2017
Egito Gonçalves faz, hoje, 97* anos
AS ZONAS QUENTES DO INVERNO
Egito Gonçalves, 1981: Os Pássaros Mudam no Outono.
Porto:
Limiar; p. 53.
*Há registos que dão outras datas para o dia e ano do nascimento do Poeta (28 /04/22 e 08/04/1922) e outros que omitem tal data. A ter nascido neste ano, Egito Gonçalves fará hoje 95 anos.
Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais)
informado:
«[…] A
poesia é, sem dúvida, um acto de conhecimento, mas este acto implica os
movimentos da liberdade, do acaso, do imprevisível, do involuntário, dos
paradoxos, dos equívocos, do enigma, do obscuro, etc. A poesia de Egito
Gonçalves, sem ter perdido a pulsão amorosa que trabalha todos os seus textos,
evoluiu no sentido da autonomia poética e, portanto, de uma maior opacidade
significativa. […] A sua experiência criativa é cada vez mais uma experiência
da palavra, mas essa experiência é a de um mundo que emerge, na sua dispersão
infinita, no seu excesso proteiforme.»
António
Ramos ROSA, 1987: Incisões Oblíquas –
Estudos sobre poesia portuguesa contemporânea.
Lisboa: Caminho; p. 57.
NB1 - As fotografias do Poeta que
ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Egito
Gonçalves.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da
edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Almada Negreiros faz, hoje, 124 anos
Almada
Negreiros, 1985: Obras Completas. Vol.
I-Poesia.
(Pref.:
Jorge de Sena). Lisboa: IN-CM; p. 221.
Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais)
informado:
AQUI e «Poema “Manifesta Anti-Dantas”, dito Mário Viegas» e/ou «O Portal da História –
Almada Negreiros».
«[…]
Almada Negreiros alia a uma inocência
deliberada de visão e pensamento uma expressão também inocentemente trabalhada,
a que não são alheios, de facto, o futurismo e o dadaísmo. Mas em Almada, que
se dizia “menino com olhos de gigante”, a poesia não é uma maneira literária: é
um estado de alma, uma inocência inata do espírito. Daí que a sua obra de poeta
tenha de considerar-se como um caso à parte, espécie de virtualidade do talento
de um homem que no seu exímio modo de se exprimir por várias maneiras encontra
sempre a forma mais primitivamente
pura de dizer o que vê, o que pensa e o que sente. […]»
João Gaspar SIMÕES, 1976: Perspectiva Histórica da Poesia Portuguesa
(Século XX).
Porto:
Brasília Editora; p.257.
NB1 - As fotografias do Poeta que
ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Almada
Negreiros.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da
edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Carlos Queiroz faz hoje 110 anos
Carlos
Queiroz, 1989: Epístola aos Vindouros e
Outros Poemas.
(Pref.:
David Mourão-Ferreira). Lisboa: Ática; p. 31.
Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado:
«[…]
um
dos mais límpidos líricos de toda a nossa história literária e que foi também,
sem sombra de dúvida, uma das figuras de proa do segundo modernismo português.
Apressadamente etiquetado com o cómodo rótulo de “presencista”, e como tal
sofrendo do injusto eclipse que se tem projectado sobre os autores da
Presença, Carlos Queiroz […] por completo
transcende, no entanto, qualquer espírito de “escola”, de tal modo que a sua
poesia, se pode ser entendida, por um lado, em íntima articulação com a dos
mais significativos “presencistas” e com a de outros coetâneos que pouco ou
nada colaboraram na Presença,
sobretudo exige, por outra parte, ser encarada como um privilegiadíssimo elo na
cadeia que estabelece a ligação entre os poetas do Orpheu (em particular
Fernando Pessoa, e nomeadamente o Pessoa ortónimo) e algumas das camadas que só
na segunda metade do século principiaram a manifestar-se. […]»
David MOURÃO-FERREIRA, 1989:
«Preâmbulo».
Em
Carlos Queiroz, 1989: IX-X.
NB1 - A fotografia do Poeta que
ilustra o cabeçalho deste "post" foi colhidas em Google+ / Imagens /
Carlos Queiroz, poeta. A que acompanha o poema é uma digitalização minha do
desenho de Eduardo Malta, reproduzida no livro consultado (Queiroz, 1989: VII).
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da
edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.
terça-feira, 28 de março de 2017
Alexandre Herculano faz hoje 207 anos
Alexandre Herculano, 18602:
Poesias
Lisboa:
Viúva Bertrand & Filhos; p. 31.
Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais)
informado:
AQUI
e «Portal da
Literatura – Alexandre Herculano» e/ou «Centro
Virtual Camões – Alexandre Herculano»
«[…] Herculano, dotado de uma funda
consciência do próprio valor, adopta, logo na primeira juventude, o tom
instintivo e natural do profeta inspirado. As composições Semana Sancta e Arrábida,
dos 18 ou 19 anos, são já do hierofante que fala de alto, julgando os homens
seus semelhantes em nome de uma justiça divina de que se supõe mandatário. Pode
dizer-se que nestes dois poemetos se encontram já bem definidos os motivos da
sua temática moral: uma ética da liberdade e da solidão, e o juízo sobranceiro
da cidade e do vulgo tumultuário […].»
João MENDES, 1979: Literatura
Portuguesa III.
Lisboa: Verbo; p. 118.
Lisboa: Verbo; p. 118.
NB1 - As fotografias (busto e retrato) do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Alexandre Herculano.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.
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David F. Rodrigues,
festa d'anos,
João Mendes,
pão integral
sexta-feira, 24 de março de 2017
Teófilo Carneiro faz hoje 126 anos
Teófilo Carneiro, 2006: Poesias e Outros Dispersos.
Guimarães:
Opera Omnia; pp. 44-45.
Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais)
informado:
«Se há temas dominantes, que
percorrem e estruturam tematicamente a poesia de Teófilo Carneiro, parecem-nos
ser, sobretudo e de um modo intimamente articulado, o lirismo amoroso e a
celebração da paisagem limiana, no quadro mais amplo de uma sentimentalidade neo-romântica,
perpassada de confissões efusivas e de um bucolismo regionalista.»
J. Cândido MARTINS, 2006: «Teófilo Carneiro: exemplaridade ética e
lirismo bucólico de um poeta neo-romântico».
Em
Teófilo Carneiro, 2006: Poesias e Outros
Dispersos
(Introdução,
fixação do texto e notas de J. Cândido Martins). Guimarães: Opera Omnia; pp.
44-45.
NB1 - A fotografia do Poeta que ilustra o cabeçalho foi colhidas em Google+ / Imagens / Teófilo Carneiro.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.
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«Poesias e Outros Dispersos»,
David F. Rodrigues,
festa d'anos,
J. Cândido Martins,
pão integral.,
Ponte de Lima,
Teófilo Carneiro
segunda-feira, 20 de março de 2017
Reinaldo Ferreira faz hoje 95 anos
Reinaldo Ferreira, 19--4:
Poemas.
(Pref.:
José Régio). Lisboa: Portugália; p. 24.
Para
recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado:
«Mais amiúde, porém, o que se verifica,
na poesia de Reinaldo Ferreira, é um constante equilíbrio entre a exuberância
das metáforas e a recusa das metáforas –, mas equilíbrio que não representa, de
modo algum, uma solução de “meio-termo”, antes uma tensão permanente entre a
unidade e a multiplicidade que vê nos outros, que vê nas coisas, que vê em si.
Os poemas de amor que escreveu – e não são raros – traduzem também, de vários
modos, em diferentes níveis, inúmeras formas desse estado de tensão.»
David MOURÃO-FERREIRA, 1969: «Reinaldo
Ferreira»,
Tópicos de Crítica e de História
Literária. Lisboa:
União Gráfica; p. 276.
NB1 - As
fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Reinaldo Ferreira.
NB2 -
Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.
quinta-feira, 16 de março de 2017
Camilo faz hoje 192 anos
Camilo Castelo Branco, 2008: Poesia.
(Ed.:
Ernesto Rodrigues). [Lisboa]: S/Ed.; p. 202.
Para
recordar, cf.:
Bibliografia a (re)ler, sobre o Escritor, enquanto POETA, no sentido (mais) restrito e (mais) alargado do termo:
RODRIGUES, Ernesto, 2008: «Camilo, Poeta», em BRANCO, Camilo Castelo, 2008, Poesia, [Lisboa], S/Ed., pp. 7-45. Estudo, [prefácio à edição («uma antologia») de poemas do Escritor], com análise crítica de estudos, realizados por outros autores, sobre a poesia de Camilo.
SENA, Jorge de, 20012: «Em Louvor de Camilo», em Estudos de Literatura Portuguesa I, Lisboa, Edições 70, pp. 137-139. «Trágico, épico, lírico, satírico - tudo isso foi Camilo. De tudo isso, e de um mágico poder encantatório, se compõe o seu pessoalíssimo estilo.» No romance, no teatro, na poesia, para que se reconheça Camilo como «o grande poeta que é.» [P. 137)
NB1 - As
fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Camilo Castelo
Branco.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições
consultadas.
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Camilo Castelo Branco,
David F. Rodrigues,
Ernesto Rodrigues,
festa d'anos,
Jorge de Sena,
pão integral
quarta-feira, 15 de março de 2017
A PROPÓSITO DOS 50 ANOS DE O CANTO E AS ARMAS DE MANUEL ALEGRE
Ontem,
ouvi, na Antena 2, e li, no DN,
que, para comemorar os 50 anos da publicação de O Canto e as Armas, de Manuel Alegre, chegava às livrarias uma nova
edição do livro, com prefácio de Mário Cláudio.
A
notícia comenta tratar-se de «livro que marcou uma geração». E de que maneira!
- recordo e, a propósito, um pouco contarei, abaixo. Mas,
antes, convirá referir, em nome da verdade, que o referido jornal reproduz,
lado a lado, as capas do livro, com a seguinte legenda: «A
mais recente das reedições e a capa original de O Canto e as Armas».
Ora
acontece que a capa da 1.ª edição (1967, chancela: Nova Realidade) não é a que se
mostra. A «capa [dita] original» que ilustra [?] a notícia é da Centelha,
Coimbra, cujo símbolo se encontra no canto superior esquerdo do volume, embora não seja indicado
o n.º da edição.
Não possuo O Canto e as Armas, tal como saiu em 1967. Possuo, todavia, a
2.ª edição, publicada pela Centelha, em 1970. Eis a capa e contracapa:
Agora, a recordação, entre outras, como
adquiri este livro, no dia 29-1-71, por 30$00 (trinta escudos, para quem não
saiba ou já se tenha esquecido destes símbolos). Livro que, como outros então
adquiridos, guardo, orgulhosamente, como preciosidades.
O
Canto e as Armas comprei-o, em Braga, onde era estudante, na
Faculdade Filosofia, na Livraria Víctor,
situada na Rua dos Capelistas. O proprietário desta livraria era Víctor
de Sá [Obrigado, Henrique Barreto
Nunes, pelo “post” sobre «O Livreiro Victor de Sá»]. Sabendo ele do meu
gosto pela poesia, tendo-me (re)encontrado, naquela data, no seu estabelecimento, disse-me:
«Venha aqui ao meu gabinete!» E fui, claro.
(Entretanto, o doutor Vítor tinha aberto outra Livraria Victor no r/c, com galeria no 1.º andar, na Rua Arantes Oliveira - o doutor residia num prédio em frente, do outro lado desta mesma rua. E eu residia na «República» que, perto, ficava na Avenida João XXI.)
O doutor Vítor abriu a gaveta do fundo da secretária
e retirou dela um livro, colocando-me, nas mãos, com um largo e franco sorriso,
O Canto e as Armas. E acrescentou:
«Leia que vai gostar!» Agradeci e, antes de sair da Livraria Victor, paguei, grato, a um (eram dois ou três) dos funcionários.
Ainda tinha, no bolso, uns “patacos” – a bolsa
da Gulbenkian também dava para, de vez em quando, me dar a estes “luxos”. E se
livro houvesse, para cuja compra a “mesada” já não desse, o doutor Vítor permitia
que o adquirisse a “(con)fiado”. Para o efeito, forneceu-me um cartão «Titular
de Conta». Este, que ao lado se mostra:
Mais
importante, muito mais importante, porém, que esta minha modesta “memória” (gosto destas aliterações em <m>), é (re)ler O Canto e as Armas, do Manuel
Alegre. Já! Seja em que edição for.
Obrigado por me aturarem!
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«O Canto e as Armas»,
David F. Rodrigues,
Henrique Barreto Nunes,
Livraria Victor-Braga,
Manuel Alegre,
Mário Cláudio,
pão integral,
Victor de Sá
domingo, 12 de março de 2017
Ribeiro Couto faz hoje* 119 anos.
Ribeiro Couto, 1935: «carícia
nocturna».
Presença - Revista de Arte e Cultura (vol. II) n.º 45; p. 5.
[Ed.
consult.: Presença – Edição fac-similada
compacta (Tomo II). Lisboa: Contexto.]
Para
recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:
«[…] Integrado no Movimento
Modernista de 1922, não se afastou de todo, pela temática, do Simbolismo. Suave
e terno, preferiu os temas da vida quotidiana […]. Diplomata de carreira, R. C.
viveu também em Portugal, deixou-se impregnar da suavidade da paisagem, da
simplicidade dos costumes, e reflectiu-os amorosamente nos últimos trabalhos
que publicou. Aliás, sua poesia continua no Brasil a tradição do lirismo
português de gosto popular. […]»
G[uilhermino] C[ésar], «Couto, Rui
Ribeiro»
Em Jacinto do Prado COELHO (dir.), 19783: Dicionário de Literatura. (Vol. 1).
Porto: Figueirinhas;
p. 227.
NB1 - As
fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Ribeiro Couto.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições
consultadas.
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"carícia nocturna",
«Presença»,
David F. Rodrigues,
festa d'anos,
Guilhermino César,
Jacinto do Prado Coelho,
pão integral,
Pires Laranjeira,
Ribeiro Couto
Raul Brandão faz hoje* 150 anos.
Aillaud & Bertrand: Paris /
Lisboa; p. 23.
Para
recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:
«[…] Entrevendo as conclusões da
psicanálise, o A. descobre com “espanto” ingénuo (atitude tìpicamente
brandoniana) que no homem coexistem um eu social, superficial, o das
conveniências – máscara de comediantes – e um eu
abissal, o autêntico, o do egoísmo vital – “um poço sem fundo”, zona de
obscuridade. O fantástico brandoniano resulta dessa intuição duma
super-realidade no seio das coisas vulgares e familiares que o A. descreveu com
um realismo caricatural na Farsa e no
Húmus, a sua obra-prima, em que nos
faz assistir ao Génesis desse mundo turbilhonário das realidades ocultas,
exemplificadas por “velhos hábitos, misérias crónicas, gritos, exaspero”
recalcados, um conjunto a que a imaginação genial do A. dá forma sobrerrealista
duma catedral, “a catedral do fel e vinagre”. […]»
T[úlio] R[amires] F[erro], «Brandão,
Raul Germano»
Em Jacinto do Prado COELHO (dir.), 19783: Dicionário de Literatura. (Vol. 1).
Porto: Figueirinhas;
p. 122.
NB1 - As
fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Raul Brandão.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições
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"Insignifância",
«Dicionário de Literatura»,
«Húmus»,
David F. Rodrigues,
festa d'anos,
pão integral,
Raul Brandão,
Túlio Ramires Ferro
sábado, 11 de março de 2017
Sebastião Alba* faz hoje 77 anos.
Sebastião Alba*, 1981: «[O rio
sumiu-se]».
A Noite Dividida. Lisboa: Edições 70; p. 21.
*
Pseudónimo de Dinis Albano Carneiro Gonçalves
Para
recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:
«[…] Em alguns momentos, Alba
poderá não ser um mago da palavra, mas tem sempre um inequívoco domínio da
língua, um sábio articular de ritmo com os sentidos plurívocos. A palavra
inesperada, quase intempestiva, surge numa sintagmática que a não rejeita: as
suspensões, as supressões, a sincronizada marcação métrico-rítmica impõem-nos
uma musicalidade, suave ou abrupta, uma significação, literalizada ou
conotativa, sempre insistentemente atractivas. […]»
Pires LARANJEIRA, 1984: «Sebastião Alba / A Noite Dividida»
Colóquio/Letras, n.º 79 (Recensão crítica). Lisboa: Fundação Calouste
Gulbenkian; p. 108.
NB1 - As
fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Sebastião Alba.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições
consultadas.
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"[O navio sumiu-se]",
«A Noite Dividida»,
David F. Rodrigues,
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Pires Laranjeira,
Sebastião Alba
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