deixo a última palavra (003)
quarta-feira, 16 de maio de 2018
domingo, 13 de maio de 2018
o rosto - Recensão crítica de Porfírio Silva.
Imperativos da Memória (IV)
Fonte: AQUI.
Imperativos da Memória (IV)
O rosto pela palavra!…
«Nós, as mulheres, o que nos faz amar um homem é aparentá-lo com tudo o que amamos – o tempo da crise, da puberdade, da gestação, do enigma; os primeiros rostos, as primeiras carícias, os primeiros medos.»
Agustina Bessa-Luís
Aprendemos através das nossas “obrigações” e incursões filosóficas que o rosto não é um simples fenómeno, enquanto aquilo que se mostra, que se manifesta à consciência quer seja directamente ou por intermédio dos sentidos, tendo em conta que ele é igualmente o significado de alteridade daquilo que nos escapa absolutamente.
Para Louis Aragon (1897-1982), poeta e escritor francês, por exemplo, “a literatura é um assunto sério para um país, pois é afinal de contas o seu rosto…”, significado de presença, e expressão da vida de uma outra interioridade, de um outro “eu” – o alter ego de uma liberdade. Aqui estaremos a falar do rosto assente na fenomenologia, ou seja, à boa maneira kantiana, aquilo que, para ele, correspondia à sensação, chamava-lhe matéria desse fenómeno; mas aquilo que fazia que o diverso que ele tinha em si fosse ordenado segundo certas relações, chamava-lhe forma do fenómeno. O rosto em david f. rodrigues expresso pela transcendência (e abertura) que recusa a identificação e a posse: se um dia der / a minha vida um livro / uma só página há de ter / o rosto. É na poesia que, numa aparente humildade, busca “só parcos e refinados sabores”, preparando os alimentos que maior prazer à língua lhe dão.
Tanta retórica da nossa parte, dirão os nossos leitores, para que de uma forma coerente e desinibida possamos reafirmar o nosso princípio “deontológico” de não cairmos na tentação de explicarmos a poesia, quando ela apenas se deve pautar pelo nosso sentir pessoal, enquanto postulado da razão prática. A leitura de cada um de nós é um acto de liberdade, como livre é o autor na descoberta, bem escorada nos seus recursos filológicos (recorrentes da morfologia, sintaxe e doutoramento em Linguística/Teoria do Texto), do rosto depurado pela poesia quando esta “…não é / o meu forte / a poesia é / o meu fraco / a poesia é / a força da minha fraqueza”, sem se refugiar nas sombras dos alicerces trazidos pela experiência e estudo adquiridos e transmitidos a centenas e centenas de discípulos, porque, para ele, “…todas as palavras à sombra / me perseguem em disputa acesa / por um lugar ao sol num poema / ou tão só num simples verso…”. A poesia em david f. rodrigues, mesmo quando expressa pelo efeito imponderável, traz sempre consigo “o perfume de cada palavra / oculto que dia-a-dia persigo”, com a consciência plena de que “por natureza o poeta / não é um fala-barato”. Para que serve hoje a poesia? – pergunta que coloca para o nosso lado: sempre que me calo / poesia é contigo / ou será tão só comigo / que mais alto falo.
De pouco valem as nossas palavras à excelsa criação poética de david f. rodrigues, tendo em conta que a possível ou merecida exaltação fica ao dispor dos detentores de pergaminhos e canhenhos de intelectualidade. A nossa apreciação vale apenas pela liberdade do exercício assente na “douta ignorância”, muito própria, de quem sabe naturalmente que à medida que vamos adquirindo conhecimento, acabamos por reconhecer a vastidão da nossa ignorância.
Nota máxima.
[Imperativos da Memória (IV) - O rosto pela palavra!... A Aurora do Lima, Ano 163, Número 16, Quinta-Feira, 10 de Maio de 2018, p. 16]
Fonte: AQUI.
Etiquetas:
«o rosto»,
Coleção "Poetas da Eufeme",
David F. Rodrigues,
Eufeme,
pão integral.,
Porfírio Silva,
Sérgio Ninguém
sábado, 12 de maio de 2018
quinta-feira, 10 de maio de 2018
terça-feira, 8 de maio de 2018
sábado, 5 de maio de 2018
quinta-feira, 3 de maio de 2018
estes cantares fez & som escarnhos d'ora
[Ed. / A., Viana do Castelo, 2015/2016]
RECENSÃO
POR RAMIRO TEIXEIRA
Crítico Literário
NB - O texto encontra-se na pág. 9 do periódico acima indicado.
Muito obrigado, Nuno Miguel, pela digitalização.
Etiquetas:
«As Artes entre as Letras»,
«estes cantares fez & som escarnhos d'ora»,
David F. Rodrigues,
pão integral,
Ramiro Teixeira
segunda-feira, 30 de abril de 2018
o rosto
[2018, Leça da Palmeira, coleção «Poetas da Eufeme», n.º 14]
Apresentação em Ponte de Lima
Biblioteca Municipal (27-04-2018)
Fotografias de Amândio Sousa Vieira
Abertura da sessão pela Dr.ª Ana Carneiro, diretora da Biblioteca.
Prof. José Cândido de Oliveira Martins apresenta o livro
Público
Dr. Paulo Barreiro de Sousa, vereador da Educação, encerra a sessão.
MUITO OBRIGADO!
ADENDA (05-05-2018) – Reportagem do evento, pela redação da Biblioteca Municipal de
Ponte de Lima.
«“O rosto” poético de David Rodrigues lançado em noite de celebração
literária
A mais recente obra de David F. Rodrigues – “O rosto” – foi apresentada na
passada sexta-feira, 27 de abril, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte
de Lima, naquela que foi a segunda edição de “Poesia à sexta” – rubrica
destinada a dinamizar um dos mais reverenciados géneros literários
locais.
José Cândido de Oliveira Martins foi a personalidade convidada para a análise de um livro onde se “sente a voz poética amadurecida do autor” que faz uma profunda e honesta reflexão acerca do processo de escrita – ação mais aproximada do trabalho intenso e da aprendizagem contínua do que de momentos de mera inspiração. Para o docente e investigador da Universidade Católica Portuguesa, David Rodrigues vai consolidando, ao longo dos quase trinta textos coligidos em “O rosto”, a ideia de poema enquanto criação laboriosa - um ato “de gestação lenta” - revelando uma manifesta obsessão pela palavra única, pela composição do verso exato, ímpar e feliz, conquanto consciente de que nunca um poeta se satisfaz verdadeiramente com o resultado das suas composições, por almejar sempre mais, à semelhança de António Feijó para quem “un vers n’est jamais bien quand’il peut être mieux”.
Uma interpretação partilhada pelo autor de “O rosto”, trabalho literário de natureza estética onde David Rodrigues – para lá das considerações acerca do ofício poético – admite a procura de uma escrita singular, composta a partir do léxico existente e comum a todos os falantes da língua portuguesa, mas arrumada de forma inovadora ou, pelo menos, diferente.
José Cândido de Oliveira Martins foi a personalidade convidada para a análise de um livro onde se “sente a voz poética amadurecida do autor” que faz uma profunda e honesta reflexão acerca do processo de escrita – ação mais aproximada do trabalho intenso e da aprendizagem contínua do que de momentos de mera inspiração. Para o docente e investigador da Universidade Católica Portuguesa, David Rodrigues vai consolidando, ao longo dos quase trinta textos coligidos em “O rosto”, a ideia de poema enquanto criação laboriosa - um ato “de gestação lenta” - revelando uma manifesta obsessão pela palavra única, pela composição do verso exato, ímpar e feliz, conquanto consciente de que nunca um poeta se satisfaz verdadeiramente com o resultado das suas composições, por almejar sempre mais, à semelhança de António Feijó para quem “un vers n’est jamais bien quand’il peut être mieux”.
Uma interpretação partilhada pelo autor de “O rosto”, trabalho literário de natureza estética onde David Rodrigues – para lá das considerações acerca do ofício poético – admite a procura de uma escrita singular, composta a partir do léxico existente e comum a todos os falantes da língua portuguesa, mas arrumada de forma inovadora ou, pelo menos, diferente.
A sessão de apresentação de “O rosto” – título que confirma David Rodrigues
como um diligente “artesão das palavras” – contou com a presença do Dr. Paulo
Barreiro de Sousa, vereador com o pelouro da Educação do Município de Ponte de
Lima.
A rubrica literária “Poesia à sexta” prossegue com o lançamento de
“Experiências da alma por trilhos de sal com pimenta”, de Helena Osório,
agendado para o próximo dia 25 de maio, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca
Municipal de Ponte de Lima.»
[Ver fonte AQUI]
domingo, 29 de abril de 2018
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Antero de Quental faz, hoje, 176 anos.
Mais: AQUI.
NB - Retratos do Poeta colhidos em Google+ / Imagens / Antero de Quental.
domingo, 15 de abril de 2018
Tomas Tranströmer faz, hoje, 99 anos.
OBS. - Fernando Namora (1919-1989) faz, hoje, 99 anos.
Fernando Namora faz, hoje, 99 anos.
OBS - Tomas Tranströmer (1919-2015) faz, hoje, 99 anos.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
terça-feira, 10 de abril de 2018
Daniel Faria faz, hoje, 47 anos.
Mais: AQUI.
NB - As fotografias do Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Sebastião da Gama.
OBS. - Sebastião da Gama (1924-1952) faz, hoje, 94 anos.
Sebastião da Gama faz, hoje, 94 anos.
Mais: AQUI.
NB - As fotografias do Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Sebastião da Gama.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
domingo, 8 de abril de 2018
Egito Gonçalves faz, hoje, 98 anos.
Mais: AQUI.
NB - Os retratos do Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Egito Gonçalves.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















