segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

    IV. Frutos da Terra e do Homem



FIRMINO MENDES
[Fotografia de Eduardo Guerra]




(2017 – Inéditos)

Firmino Mendes


FIRMINO MENDES nasceu em Guimarães, em 5 de dezembro de 1949. Licenciado em Filosofia e Humanidades, frequentou os mestrados de Linguística Portuguesa Histórica, sob a orientação de Amadeu Torres, e de Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa, sob a orientação de Vítor Aguiar e Silva. Concluiu, ainda, uma pós-graduação, na Universidade Aberta, em História de Lisboa. Como professor de Português, foi responsável pela formação de professores, tendo sido, ainda, durante dez anos, professor de Estética e de Teoria da Comunicação, na ESAP (Escola Superior Artística do Porto).

Publicou nos Cadernos de Literatura, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1978. Em 1991, com o livro Ilha sobre Ilha (Caminho, 1993), venceu o Prémio Nacional de Revelação em Poesia, da Associação Portuguesa de Escritores (APE), tendo recebido, ainda, uma menção honrosa com o livro Invocação e Ofícios (1993). Publicou, ainda, Fronteira Animal, Um Segredo Guarda o Mundo, A Terra e os Dias, tendo alcançado alguns prémios nacionais de poesia, como os de Maria Lamas, Florbela Espanca, Sebastião da Gama, Vítor Matos e Sá, do Conselho Científico da Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra, e, com o inédito Desvelamentos, o Prémio Cidade de Almada.

Participou em várias antologias e publicou, ainda, alguns ensaios, como Walt Whitman e Álvaro de Campos, na revista Tabacaria, da Casa Fernando Pessoa, ou Octavio Paz e António Ramos Rosa: o Silêncio da Palavra Poética, na Colóquio-Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian.

Obs. – Poemas e nota biobibliográfica indicados pelo autor.

           Agradeço ao poeta Firmino Mendes ter aceitado participar nesta «conVocação».
[Muito obrigado, Firmino. DFR]

domingo, 10 de dezembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem


Este é o quinto livro de poesia de Maurício de Sousa. Poeta socialmente comedido, publicou, até ao presente, Do Lento Apetecer o Tempo (1975), Domínios Consentidos (1986), Poemas sob a Colina (1986) e Tear de Cactos (1989). No domínio da ficção narrativa, Carta sem Obreia (2016).
notícias de horeb é o 11.º título da coleção «Poetas da Eufeme», de que constam autores contemporâneos, portugueses e estrangeiros. Eufeme é um «magazine de poesia», editado por Sérgio Ninguém, de que saiu, recentemente, o n.º 5 (Outubro/Dezembro 2017).
Maurício de Sousa reúne, em notícias de horeb, 27 poemas breves, textualmente estruturados em métrica livre e branca. Versos que reafirmam uma poética concisa e densa. O sujeito poético mantém-se atento e comprometido com a «syntaxe universal das coias/ vivas// - coisas simples/ gatos  pássaros  rosas  árvores/ coisas que tremeluzem em todas as línguas» [p. 10].
notícias de horeb é um livro onde se encontram, além do mais (que é mais, muito mais), discretas e subtis ressonâncias bíblicas. A começar, desde logo, pelo título (cf. «Livro do Êxodo, 17). É dos lugares altos – avisa-nos o poeta – que «as tábuas» são vistas, não de «madeira nem de pedra», mas «tábuas apenas». Porque, no fundo, «o coração/ é o lugar exacto do avesso» [p. 13].

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem

Florbela Espanca faz, hoje, 123 anos.


NB - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google / Imagens / Florbela Espanca.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

III. Dispersos
III.3. Depoimentos (I)

O depoimento que a seguir apresento foi concedido, por telefone, e publicado no jornal O Primeiro de Janeiro (ver cabeçalho infra) de 01/02/1989, p. 3, a propósito da morte de Fernando Namora. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem

Soares de Passos faz, hoje, 191 anos.


NB1 - Na transcrição do poema, atualizadas grafia a pontuação.
NB2As fotografias do Poeta foram colhidas em Google / Imagens / Soares de Passos.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem

António Gedeão faz, hoje, 111 anos.

NB1 - As fotografias do Poeta foram colhidas em Google / Imagens / António Gedeão.
NB2 - Hoje também faz anos Maria Gabriela Llansol.
IV. Frutos da Terra e do Homem

Maria Gabriela Llansol faz, hoje, 86 anos.

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google / Imagens / Maria Gabriela Llansol.
NB2 - Hoje também faz anos António Gedeão.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem

Todos os dias são da poesia, como pão nosso de cada dia.


Herberto Helder faz hoje 87 anos.


NB1 - Os dois poemas transcritos foram publicados, inicialmente, em Servidões [Porto: Assírio & Alvim, 2013, pp. 39 e 40, respetivamente]. O segundo poema, neste livro, é precedido de dois versos que o Poeta recusou na edição de Poemas Completos.

NB2 - As fotografias do Poeta foram colhidas em Google / Imagens/ Herberto Helder.

sábado, 18 de novembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem
Todos os dias são da poesia, como pão nosso de cada dia.


Manuel António Pina faz hoje 74 anos.


NB - As fotografias do Poeta foram colhidas em Google / Imagens/ Manuel António Pina.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem
Todos os dias são da poesia, como pão nosso de cada dia.


Papiniano Carlos faz hoje 99 anos.


NB - As fotografias do Poeta foram colhidas em Google/Imagens/Papiniano Carlos.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem
Todos os dias são da poesia, como pão nosso de cada dia.

Cecília Meireles faz hoje 116 anos.

NB - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google/Imagens/Cecília Meireles.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem
Todos os dias são da poesia, como pão nosso de cada dia.

Sophia de Mello Breyner Andresen faz hoje 98 anos.


E ouça:
https://www.youtube.com/watch?v=Myb6p5JLUsM

NB - As fotografias da Poeta, neste "post", foram colhidas em Google/Imagens/Sophia de Mello Breyner Andresen.

domingo, 17 de setembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem

Todos os dias são da poesia, como pão nosso de cada dia.

José Régio faz hoje 116 anos.


                 REDENÇÃO



Meus poemas desprezaram a Beleza…
Fi-los descendo e transcendendo lodos.
(Dos lodos todos e dos poemas todos
Aqui vos falo com feroz franqueza!)

Fi-los, sentando à minha mesa impura
Quantos pecaram, por qualquer dos modos
Que há, de pecar, entre judeus ou godos…
E assim os fiz mais belos que a Beleza.

Tenho as mãos negras e os sorrisos curvos
Dos que, na sombra, beijam as raízes
Do que parece claro à luz de fora.

Vinde aos espelhos dos meus olhos turvos!
Se sois infames, fracos, e infelizes,
Neles vereis como já nasce a aurora.

José Régio, 19695: Biografia.
Lisboa: Portugália; pp. 151-2. [Respeitada grafia da edição consultada.]


NB – As fotografias do Poeta foram colhidas em Google / Imagens / José Régio.
IV. Frutos da Terra e do Homem

Todos os dias são da poesia, como pão nosso de cada dia.

Guerra Junqueiro faz hoje 167 anos.



O PAPÃO



As crianças têm medo à noite, às horas mortas,
Do papão que as espera, hediondo, atrás das portas,
Para se levar no bolso ou no capuz dum frade.
Não te rias da infância, ó velha humanidade,
Que tu também tens medo ao bárbaro papão,
Que ruge pela boca enorme do trovão,
Que abençoa os punhais sangrentos dos tiranos,
Um papão que não faz a barba há seis mil anos,
E que mora, segundo os bonzos têm escrito,
Lá em cima, detrás da porta do infinito!


Guerra Junqueiro, 1967?: A Velhice do Padre Eterno.
Porto: Lello & Irmão; p. 33. [Respeitada a grafia da edição consultada.]



 NB1 – O volume consultado não traz n.º de edição. Daí, a interrogação sobrescrita ao ano.
NB2 – As fotografias do Poeta foram colhidas em Google / Imagens / Guerra Junqueiro.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

IV. Frutos da Terra e do Homem

Todos os dias são da poesia, como pão nosso de cada dia.


Bocage faz hoje 252 anos.


O MACACO DECLAMANDO
(Apólogo XVI)

      Um mono, vendo-se um dia
     Entre brutal multidão,
     Dizem lhe deu na cabeça
     Fazer uma pregação.
      
     Creio que seria o tema
     Indigno de se tratar;
     Mas isso pouco importava,
     Porque o ponto era gritar.
      
     Teve mil vivas, mil palmas,
     Proferindo à boca cheia
     Sentenças de quinze arrobas,
     Palavras de légua e meia.
      
     Isto acontece ao poeta,
     Orador, e outros que tais:
     Néscios o que entendem menos
     É o que celebram mais.

Bocage, 1968: Obras.
Porto: Lello & Irmão; p. 1131.

NB - As imagens da Poeta foram colhidas em Google / Imagens / Bocage.