segunda-feira, 10 de abril de 2017


    Sebastião da Gama faz hoje* 93 anos


Sebastião da Gama, s/d (4.ª ed.): Serra Mãe – Poemas.
Lisboa: Ática, p. 64.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] Sebastião da Gama não terá falado tanto da morte somo muitos outros poetas mas falou o suficiente para que o destino que lhe coube imprimisse um tom particularmente comovedor às suas fugazes incursões em tal domínio. Mas o que particularmente o individualiza, por mais frequente nele e mais raro nos outros, é o optimismo, a confiança na vida, a concepção e a prática saudável da poesia. […]»
Ruy BELO, 1970 [19712]: «Prefácio à 2.ª Edição».
Em, Sebastião da Gama, 19712: Pelo Sonho É Que Vamos. Lisboa: Ática; p. 18.

NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Sebastião da Gama..
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

*Daniel Faria faz hoje 46 anos.

    Daniel Faria faz hoje* 46 anos


Daniel Faria, 2012: Poesia.
Porto: Assírio & Alvim; p. 424. Lisboa: Ática, p. 64.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«O mundo de Daniel Faria é o mundo do símbolo, um mundo em que existe o tudo e onde é lançado conjuntamente, um mundo onde há um centro para o qual convergem todos os sentidos: “Desejo o útero de tudo” […], escreve o Poeta, colocando-se na posição daquele [que] caminha para esse centro. Nesse mundo, onde o sentido é concebido como absoluto, a escrita nasce da atenção e da escuta, que são atitudes daquele que está em silêncio, não daquele que fala ou escreve. […]»
Rosa Maria MARTELO, 2010: «A magnólia “maior / E mais bonita do que a palavra”».
Em A Forma Informe – Leituras de poesia. Lisboa: Assírio & Alvim; p. 287.

NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Daniel Faria.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação das edições consultadas.


sábado, 8 de abril de 2017


   Egito Gonçalves faz, hoje, 97* anos
                                                                           
                                                                                           AS ZONAS QUENTES DO INVERNO

Egito Gonçalves, 1981: Os Pássaros Mudam no Outono.
Porto: Limiar; p. 53.
*Há registos que dão outras datas para o dia e ano do nascimento do Poeta (28 /04/22 e 08/04/1922) e outros que omitem tal data. A ter nascido neste ano, Egito Gonçalves fará hoje 95 anos.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] A poesia é, sem dúvida, um acto de conhecimento, mas este acto implica os movimentos da liberdade, do acaso, do imprevisível, do involuntário, dos paradoxos, dos equívocos, do enigma, do obscuro, etc. A poesia de Egito Gonçalves, sem ter perdido a pulsão amorosa que trabalha todos os seus textos, evoluiu no sentido da autonomia poética e, portanto, de uma maior opacidade significativa. […] A sua experiência criativa é cada vez mais uma experiência da palavra, mas essa experiência é a de um mundo que emerge, na sua dispersão infinita, no seu excesso proteiforme.»
António Ramos ROSA, 1987: Incisões Oblíquas – Estudos sobre poesia portuguesa contemporânea.
Lisboa: Caminho; p. 57.

NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Egito Gonçalves.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

   

Almada Negreiros faz, hoje, 124 anos



Almada Negreiros, 1985: Obras Completas. Vol. I-Poesia.
(Pref.: Jorge de Sena). Lisboa: IN-CM; p. 221.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] Almada Negreiros alia a uma inocência deliberada de visão e pensamento uma expressão também inocentemente trabalhada, a que não são alheios, de facto, o futurismo e o dadaísmo. Mas em Almada, que se dizia “menino com olhos de gigante”, a poesia não é uma maneira literária: é um estado de alma, uma inocência inata do espírito. Daí que a sua obra de poeta tenha de considerar-se como um caso à parte, espécie de virtualidade do talento de um homem que no seu exímio modo de se exprimir por várias maneiras encontra sempre a forma mais primitivamente pura de dizer o que vê, o que pensa e o que sente. […]»
João Gaspar SIMÕES, 1976: Perspectiva Histórica da Poesia Portuguesa (Século XX).
Porto: Brasília Editora; p.257.

NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Almada Negreiros.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

quarta-feira, 5 de abril de 2017


      Carlos Queiroz faz hoje 110 anos


Carlos Queiroz, 1989: Epístola aos Vindouros e Outros Poemas.
(Pref.: David Mourão-Ferreira). Lisboa: Ática; p. 31.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] um dos mais límpidos líricos de toda a nossa história literária e que foi também, sem sombra de dúvida, uma das figuras de proa do segundo modernismo português. Apressadamente etiquetado com o cómodo rótulo de “presencista”, e como tal sofrendo do injusto eclipse que se tem projectado sobre os autores da Presença, Carlos Queiroz […] por completo transcende, no entanto, qualquer espírito de “escola”, de tal modo que a sua poesia, se pode ser entendida, por um lado, em íntima articulação com a dos mais significativos “presencistas” e com a de outros coetâneos que pouco ou nada colaboraram na Presença, sobretudo exige, por outra parte, ser encarada como um privilegiadíssimo elo na cadeia que estabelece a ligação entre os poetas do Orpheu (em particular Fernando Pessoa, e nomeadamente o Pessoa ortónimo) e algumas das camadas que só na segunda metade do século principiaram a manifestar-se. […]»
David MOURÃO-FERREIRA, 1989: «Preâmbulo».
Em Carlos Queiroz, 1989: IX-X.

NB1 - A fotografia do Poeta que ilustra o cabeçalho deste "post" foi colhidas em Google+ / Imagens / Carlos Queiroz, poeta. A que acompanha o poema é uma digitalização minha do desenho de Eduardo Malta, reproduzida no livro consultado (Queiroz, 1989: VII).
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

terça-feira, 28 de março de 2017


      Alexandre Herculano faz hoje 207 anos

Alexandre Herculano, 18602: Poesias
Lisboa: Viúva Bertrand & Filhos; p. 31.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] Herculano, dotado de uma funda consciência do próprio valor, adopta, logo na primeira juventude, o tom instintivo e natural do profeta inspirado. As composições Semana Sancta e Arrábida, dos 18 ou 19 anos, são já do hierofante que fala de alto, julgando os homens seus semelhantes em nome de uma justiça divina de que se supõe mandatário. Pode dizer-se que nestes dois poemetos se encontram já bem definidos os motivos da sua temática moral: uma ética da liberdade e da solidão, e o juízo sobranceiro da cidade e do vulgo tumultuário […].»
João MENDES, 1979: Literatura Portuguesa III.
Lisboa: Verbo; p. 118.

NB1 - As fotografias (busto e retrato) do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Alexandre Herculano.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

sexta-feira, 24 de março de 2017


     Teófilo Carneiro faz hoje 126 anos

Teófilo Carneiro, 2006: Poesias e Outros Dispersos.
Guimarães: Opera Omnia; pp. 44-45.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«Se há temas dominantes, que percorrem e estruturam tematicamente a poesia de Teófilo Carneiro, parecem-nos ser, sobretudo e de um modo intimamente articulado, o lirismo amoroso e a celebração da paisagem limiana, no quadro mais amplo de uma sentimentalidade neo-romântica, perpassada de confissões efusivas e de um bucolismo regionalista.»
J. Cândido MARTINS, 2006: «Teófilo Carneiro: exemplaridade ética e lirismo bucólico de um poeta neo-romântico».
Em Teófilo Carneiro, 2006: Poesias e Outros Dispersos
(Introdução, fixação do texto e notas de J. Cândido Martins). Guimarães: Opera Omnia; pp. 44-45.

NB1 - A fotografia do Poeta que ilustra o cabeçalho foi colhidas em Google+ / Imagens / Teófilo Carneiro.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.