sábado, 8 de abril de 2017


   Egito Gonçalves faz, hoje, 97* anos
                                                                           
                                                                                           AS ZONAS QUENTES DO INVERNO

Egito Gonçalves, 1981: Os Pássaros Mudam no Outono.
Porto: Limiar; p. 53.
*Há registos que dão outras datas para o dia e ano do nascimento do Poeta (28 /04/22 e 08/04/1922) e outros que omitem tal data. A ter nascido neste ano, Egito Gonçalves fará hoje 95 anos.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] A poesia é, sem dúvida, um acto de conhecimento, mas este acto implica os movimentos da liberdade, do acaso, do imprevisível, do involuntário, dos paradoxos, dos equívocos, do enigma, do obscuro, etc. A poesia de Egito Gonçalves, sem ter perdido a pulsão amorosa que trabalha todos os seus textos, evoluiu no sentido da autonomia poética e, portanto, de uma maior opacidade significativa. […] A sua experiência criativa é cada vez mais uma experiência da palavra, mas essa experiência é a de um mundo que emerge, na sua dispersão infinita, no seu excesso proteiforme.»
António Ramos ROSA, 1987: Incisões Oblíquas – Estudos sobre poesia portuguesa contemporânea.
Lisboa: Caminho; p. 57.

NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Egito Gonçalves.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

   

Almada Negreiros faz, hoje, 124 anos



Almada Negreiros, 1985: Obras Completas. Vol. I-Poesia.
(Pref.: Jorge de Sena). Lisboa: IN-CM; p. 221.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] Almada Negreiros alia a uma inocência deliberada de visão e pensamento uma expressão também inocentemente trabalhada, a que não são alheios, de facto, o futurismo e o dadaísmo. Mas em Almada, que se dizia “menino com olhos de gigante”, a poesia não é uma maneira literária: é um estado de alma, uma inocência inata do espírito. Daí que a sua obra de poeta tenha de considerar-se como um caso à parte, espécie de virtualidade do talento de um homem que no seu exímio modo de se exprimir por várias maneiras encontra sempre a forma mais primitivamente pura de dizer o que vê, o que pensa e o que sente. […]»
João Gaspar SIMÕES, 1976: Perspectiva Histórica da Poesia Portuguesa (Século XX).
Porto: Brasília Editora; p.257.

NB1 - As fotografias do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Almada Negreiros.
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

quarta-feira, 5 de abril de 2017


      Carlos Queiroz faz hoje 110 anos


Carlos Queiroz, 1989: Epístola aos Vindouros e Outros Poemas.
(Pref.: David Mourão-Ferreira). Lisboa: Ática; p. 31.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] um dos mais límpidos líricos de toda a nossa história literária e que foi também, sem sombra de dúvida, uma das figuras de proa do segundo modernismo português. Apressadamente etiquetado com o cómodo rótulo de “presencista”, e como tal sofrendo do injusto eclipse que se tem projectado sobre os autores da Presença, Carlos Queiroz […] por completo transcende, no entanto, qualquer espírito de “escola”, de tal modo que a sua poesia, se pode ser entendida, por um lado, em íntima articulação com a dos mais significativos “presencistas” e com a de outros coetâneos que pouco ou nada colaboraram na Presença, sobretudo exige, por outra parte, ser encarada como um privilegiadíssimo elo na cadeia que estabelece a ligação entre os poetas do Orpheu (em particular Fernando Pessoa, e nomeadamente o Pessoa ortónimo) e algumas das camadas que só na segunda metade do século principiaram a manifestar-se. […]»
David MOURÃO-FERREIRA, 1989: «Preâmbulo».
Em Carlos Queiroz, 1989: IX-X.

NB1 - A fotografia do Poeta que ilustra o cabeçalho deste "post" foi colhidas em Google+ / Imagens / Carlos Queiroz, poeta. A que acompanha o poema é uma digitalização minha do desenho de Eduardo Malta, reproduzida no livro consultado (Queiroz, 1989: VII).
NB2 - Respeitada grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

terça-feira, 28 de março de 2017


      Alexandre Herculano faz hoje 207 anos

Alexandre Herculano, 18602: Poesias
Lisboa: Viúva Bertrand & Filhos; p. 31.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«[…] Herculano, dotado de uma funda consciência do próprio valor, adopta, logo na primeira juventude, o tom instintivo e natural do profeta inspirado. As composições Semana Sancta e Arrábida, dos 18 ou 19 anos, são já do hierofante que fala de alto, julgando os homens seus semelhantes em nome de uma justiça divina de que se supõe mandatário. Pode dizer-se que nestes dois poemetos se encontram já bem definidos os motivos da sua temática moral: uma ética da liberdade e da solidão, e o juízo sobranceiro da cidade e do vulgo tumultuário […].»
João MENDES, 1979: Literatura Portuguesa III.
Lisboa: Verbo; p. 118.

NB1 - As fotografias (busto e retrato) do Poeta que ilustram este "post" foram colhidas em Google+ / Imagens / Alexandre Herculano.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

sexta-feira, 24 de março de 2017


     Teófilo Carneiro faz hoje 126 anos

Teófilo Carneiro, 2006: Poesias e Outros Dispersos.
Guimarães: Opera Omnia; pp. 44-45.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado: 

«Se há temas dominantes, que percorrem e estruturam tematicamente a poesia de Teófilo Carneiro, parecem-nos ser, sobretudo e de um modo intimamente articulado, o lirismo amoroso e a celebração da paisagem limiana, no quadro mais amplo de uma sentimentalidade neo-romântica, perpassada de confissões efusivas e de um bucolismo regionalista.»
J. Cândido MARTINS, 2006: «Teófilo Carneiro: exemplaridade ética e lirismo bucólico de um poeta neo-romântico».
Em Teófilo Carneiro, 2006: Poesias e Outros Dispersos
(Introdução, fixação do texto e notas de J. Cândido Martins). Guimarães: Opera Omnia; pp. 44-45.

NB1 - A fotografia do Poeta que ilustra o cabeçalho foi colhidas em Google+ / Imagens / Teófilo Carneiro.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação da edição consultada. Reprodução digitalizada do poema.

segunda-feira, 20 de março de 2017


     Reinaldo Ferreira faz hoje 95 anos

Reinaldo Ferreira, 19--4: Poemas.
(Pref.: José Régio). Lisboa: Portugália; p. 24.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado:

        «Mais amiúde, porém, o que se verifica, na poesia de Reinaldo Ferreira, é um constante equilíbrio entre a exuberância das metáforas e a recusa das metáforas –, mas equilíbrio que não representa, de modo algum, uma solução de “meio-termo”, antes uma tensão permanente entre a unidade e a multiplicidade que vê nos outros, que vê nas coisas, que vê em si. Os poemas de amor que escreveu – e não são raros – traduzem também, de vários modos, em diferentes níveis, inúmeras formas desse estado de tensão.»
David MOURÃO-FERREIRA, 1969: «Reinaldo Ferreira»,
Tópicos de Crítica e de História Literária. Lisboa: União Gráfica; p. 276.

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Reinaldo Ferreira.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.

quinta-feira, 16 de março de 2017


     Camilo faz hoje 192 anos


Camilo Castelo Branco, 2008: Poesia.
(Ed.: Ernesto Rodrigues). [Lisboa]: S/Ed.; p. 202.

Para recordar, cf.:
AQUI e AQUI (Blogue «Camilo & Viana – cadeia de relações»).

Bibliografia a (re)ler, sobre o Escritor, enquanto POETA, no sentido (mais) restrito e (mais) alargado do termo:

RODRIGUES, Ernesto, 2008: «Camilo, Poeta», em BRANCO, Camilo Castelo, 2008, Poesia, [Lisboa], S/Ed., pp. 7-45. Estudo, [prefácio à edição («uma antologia») de poemas do Escritor], com análise crítica de estudos, realizados por outros autores, sobre a poesia de Camilo.
SENA, Jorge de, 20012: «Em Louvor de Camilo», em Estudos de Literatura Portuguesa I, Lisboa, Edições 70, pp. 137-139. «Trágico, épico, lírico, satírico - tudo isso foi Camilo. De tudo isso, e de um mágico poder encantatório, se compõe o seu pessoalíssimo estilo.» No romance, no teatro, na poesia, para que se reconheça Camilo como «o grande poeta que é.» [P. 137)

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Camilo Castelo Branco.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.