domingo, 12 de março de 2017


     Ribeiro Couto faz hoje* 119 anos.

Ribeiro Couto, 1935: «carícia nocturna».
Presença - Revista de Arte e Cultura (vol. II) n.º 45; p. 5.
[Ed. consult.: Presença – Edição fac-similada compacta (Tomo II). Lisboa: Contexto.]

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] Integrado no Movimento Modernista de 1922, não se afastou de todo, pela temática, do Simbolismo. Suave e terno, preferiu os temas da vida quotidiana […]. Diplomata de carreira, R. C. viveu também em Portugal, deixou-se impregnar da suavidade da paisagem, da simplicidade dos costumes, e reflectiu-os amorosamente nos últimos trabalhos que publicou. Aliás, sua poesia continua no Brasil a tradição do lirismo português de gosto popular. […]»
G[uilhermino] C[ésar], «Couto, Rui Ribeiro»
Em Jacinto do Prado COELHO (dir.), 19783: Dicionário de Literatura. (Vol. 1).
Porto: Figueirinhas; p. 227.
*Também faz anos, hoje, Raul Brandão.

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Ribeiro Couto.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.

     Raul Brandão faz hoje* 150 anos.

Raul Brandão, 19—: Húmus.
Aillaud & Bertrand: Paris / Lisboa; p. 23.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] Entrevendo as conclusões da psicanálise, o A. descobre com “espanto” ingénuo (atitude tìpicamente brandoniana) que no homem coexistem um eu social, superficial, o das conveniências – máscara de comediantes – e um eu abissal, o autêntico, o do egoísmo vital – “um poço sem fundo”, zona de obscuridade. O fantástico brandoniano resulta dessa intuição duma super-realidade no seio das coisas vulgares e familiares que o A. descreveu com um realismo caricatural na Farsa e no Húmus, a sua obra-prima, em que nos faz assistir ao Génesis desse mundo turbilhonário das realidades ocultas, exemplificadas por “velhos hábitos, misérias crónicas, gritos, exaspero” recalcados, um conjunto a que a imaginação genial do A. dá forma sobrerrealista duma catedral, “a catedral do fel e vinagre”. […]»
T[úlio] R[amires] F[erro], «Brandão, Raul Germano»
Em Jacinto do Prado COELHO (dir.), 19783: Dicionário de Literatura. (Vol. 1).
Porto: Figueirinhas; p. 122.

*Também faz anos, hoje, Ribeiro Couto.

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Raul Brandão.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.

sexta-feira, 10 de março de 2017

  
     Sebastião Alba* faz hoje 77 anos.


Sebastião Alba*, 1981: «[O rio sumiu-se]».
A Noite Dividida. Lisboa: Edições 70; p. 21.

* Pseudónimo de Dinis Albano Carneiro Gonçalves

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] Em alguns momentos, Alba poderá não ser um mago da palavra, mas tem sempre um inequívoco domínio da língua, um sábio articular de ritmo com os sentidos plurívocos. A palavra inesperada, quase intempestiva, surge numa sintagmática que a não rejeita: as suspensões, as supressões, a sincronizada marcação métrico-rítmica impõem-nos uma musicalidade, suave ou abrupta, uma significação, literalizada ou conotativa, sempre insistentemente atractivas. […]»
Pires LARANJEIRA, 1984: «Sebastião Alba / A Noite Dividida»
Colóquio/Letras, n.º 79 (Recensão crítica). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; p. 108.

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Sebastião Alba.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.

quinta-feira, 9 de março de 2017

III. Dispersos


III.1. Poema (LXXII)

                       Todos os dias são da poesia e sua partilha, como pão nosso de cada dia



Publicado em EUFEME - magazine de poesia, n.º 1 (outubro/dezembro 2016), p. 28, a convite do poeta Sérgio Ninguém, editor e coordenador da publicação. Nota biobibliográfica do autor (p. 25) precede a sua (i. e., minha) colaboração.


NB1 -  A primeira publicação de «ponto final» foi AQUI.
NB2 - Todos os direitos reservados.

terça-feira, 7 de março de 2017


   Ruy Cinatti faz hoje 102 anos.

Ruy Cinatti, 1940: «Metamorfose».
Cadernos de Poesia, n.º 6 (2.ª Série). Lisboa; p. 21.
[Edição consultada: Luís Adriano Carlos & Joana Matos Frias (dir), 2004: Cadernos de Poesia.
(Reprodução fac-similada). Porto: Campo das Letras.]

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] é difícil encontrar na poesia portuguesa um poeta como Ruy Cinatti, ao mesmo tempo tão introspectivo e tão inteiramente atento ao exterior: uma consciência infeliz transformada em consciência poética vigilante, um poeta “singularmente repartido entre o céu e a terra”, na síntese precisa de Luís Amaro, que soube criar uma obra de dimensão ética e estética, activa e contemplativa, social e pura, realista, neo-realista e surrealista, sem qualquer prejuízo da sua coerência interna. […]»
Joana Matos FRIAS, 2016: «Eu Sou Poeta e Sei o que Digo».
Em Ruy Cinatti, 2016: Obra Poética I. [Lisboa]: Assírio & Alvim; p. 29.

* Também fazem anos, hoje, «João de Deus» e «José Blancde Portugal».

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Ruy Cinatti.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.


   José Blanc de Portugal faz hoje* 103 anos.


José Blanc de Portugal, 1940: "Romance do Rio Grande".
Cadernos de Poesia, n.º 1. Lisboa; p. 9.
[Edição consultada: Luís Adriano Carlos & Joana Matos Frias (dir.), 2004: Cadernos de Poesia.
(Reprodução fac-similada). Porto: Campo das Letras.]

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] o terceiro organizador dos Cadernos de Poesia, José Blanc de Portugal […], só em 1960 reune em volume os seus versos. […] O autor de Romance do Rio Grande, poesia que figura no primeiro número da publicação que organizou [com Tomaz Kim e Ruy Cinatti], tem, contudo, de ser considerado entre nós um dos primeiros cultores de um género de poesia que anos depois se tornará uma das tendências dominantes do lirismo nacional: o neobarroquismo. É, realmente, um poeta barroco, integrando no barroquismo muitos dos apports da poesia do primeiro e do segundo modernismo, e antecipando-se, de algum modo, aos próprios surrealistas. […]»
João Gaspar SIMÕES, 1976: Perspectiva Histórica da Poesia Portuguesa (Séc. XX).
Porto: Brasília; pp. 388-389.

* Também fazem anos, hoje, «João de Deus» e «Ruy Cinatti».

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / José Blanc de Portugal.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.

   João de Deus faz hoje* 187 anos.

João de Deus, 197410: Campo de Flores (Tomo II).
Amadora: Bertrand; p. 135.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] Surgido para a poesia numa época muito pouco afortunada, em que o ultra-romantismo começava a desagregar-se – e, sobretudo, a desacreditar-se -, João de Deus logo a breve trecho se impôs como lírico excepcional, pela atitude do sentimento, pela casta singeleza da inspiração e pela graciosa naturalidade da linguagem. [...]»
David MOURÃO-FERREIRA, 1969: "A propósito de João de Deus".
Tópicos de Critica e de História Literária. Lisboa: União Gráfica; pp. 76-77.

* Também fazem anos, hoje, «RuyCinatti» e «José Blanc de Portugal».

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / João de Deus.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.