terça-feira, 7 de março de 2017


   Ruy Cinatti faz hoje 102 anos.

Ruy Cinatti, 1940: «Metamorfose».
Cadernos de Poesia, n.º 6 (2.ª Série). Lisboa; p. 21.
[Edição consultada: Luís Adriano Carlos & Joana Matos Frias (dir), 2004: Cadernos de Poesia.
(Reprodução fac-similada). Porto: Campo das Letras.]

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] é difícil encontrar na poesia portuguesa um poeta como Ruy Cinatti, ao mesmo tempo tão introspectivo e tão inteiramente atento ao exterior: uma consciência infeliz transformada em consciência poética vigilante, um poeta “singularmente repartido entre o céu e a terra”, na síntese precisa de Luís Amaro, que soube criar uma obra de dimensão ética e estética, activa e contemplativa, social e pura, realista, neo-realista e surrealista, sem qualquer prejuízo da sua coerência interna. […]»
Joana Matos FRIAS, 2016: «Eu Sou Poeta e Sei o que Digo».
Em Ruy Cinatti, 2016: Obra Poética I. [Lisboa]: Assírio & Alvim; p. 29.

* Também fazem anos, hoje, «João de Deus» e «José Blancde Portugal».

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Ruy Cinatti.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.


   José Blanc de Portugal faz hoje* 103 anos.


José Blanc de Portugal, 1940: "Romance do Rio Grande".
Cadernos de Poesia, n.º 1. Lisboa; p. 9.
[Edição consultada: Luís Adriano Carlos & Joana Matos Frias (dir.), 2004: Cadernos de Poesia.
(Reprodução fac-similada). Porto: Campo das Letras.]

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] o terceiro organizador dos Cadernos de Poesia, José Blanc de Portugal […], só em 1960 reune em volume os seus versos. […] O autor de Romance do Rio Grande, poesia que figura no primeiro número da publicação que organizou [com Tomaz Kim e Ruy Cinatti], tem, contudo, de ser considerado entre nós um dos primeiros cultores de um género de poesia que anos depois se tornará uma das tendências dominantes do lirismo nacional: o neobarroquismo. É, realmente, um poeta barroco, integrando no barroquismo muitos dos apports da poesia do primeiro e do segundo modernismo, e antecipando-se, de algum modo, aos próprios surrealistas. […]»
João Gaspar SIMÕES, 1976: Perspectiva Histórica da Poesia Portuguesa (Séc. XX).
Porto: Brasília; pp. 388-389.

* Também fazem anos, hoje, «João de Deus» e «Ruy Cinatti».

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / José Blanc de Portugal.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.

   João de Deus faz hoje* 187 anos.

João de Deus, 197410: Campo de Flores (Tomo II).
Amadora: Bertrand; p. 135.

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] Surgido para a poesia numa época muito pouco afortunada, em que o ultra-romantismo começava a desagregar-se – e, sobretudo, a desacreditar-se -, João de Deus logo a breve trecho se impôs como lírico excepcional, pela atitude do sentimento, pela casta singeleza da inspiração e pela graciosa naturalidade da linguagem. [...]»
David MOURÃO-FERREIRA, 1969: "A propósito de João de Deus".
Tópicos de Critica e de História Literária. Lisboa: União Gráfica; pp. 76-77.

* Também fazem anos, hoje, «RuyCinatti» e «José Blanc de Portugal».

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / João de Deus.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.

segunda-feira, 6 de março de 2017


   António Patrício faz hoje 139 anos.

António Patrício, 1911: «Saudade do teu corpo».
A Águia, n.º 10 (1.ª Série - Porto, Junho), p. 12.
[Director, proprietário e editor: Álvaro Pinto]

Para recordar e/ou ler e/ou ser (melhor) informado:

«[…] A busca do inusitado, do inédito, com o seu séquito de palavras sugestionantes, metáforas e repetições musicais próprias da estilística simbolista, sobrepõe-se às acumulações, às séries ternárias, substantivas ou adjectivais, da intensa, exasperada sensibilidade (ainda na linha romântica) de A. P.; e é sobretudo o seu amoralismo espiritualista – ou a sua ânsia de uma espiritualidade supra-humana, sucedâneo de uma religião já só viva como estímulo artístico – que melhor define o autor, cativo e amoroso de névoas, espectros, sombras outonais, indecisões crepusculares ou reflexos do mundo do encantamento, da magia, de um Além sem Deus. […]»
U[rbano] T[avares] R[ODRIGUES], 19783: «Patrício, António».
Em Jacinto do Prado COELHO (dir.), 19783Dicionário de Literatura. (Vol. 3).
Porto: Figueirinhas; pp. 802-803.

NB1 - As fotografias da Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / António Patrício.
NB2 - Respeitadas grafia e pontuação das edições consultadas.

III. Dispersos


III.1. Poema (LXXI)

             Todos os dias são da poesia e sua partilha, como pão nosso de cada dia



Publicado em EUFEME - magazine de poesia, n.º 1 (outubro/dezembro 2016), p. 27, a convite do poeta Sérgio Ninguém, editor e coordenador da publicação. Nota biobibliográfica do autor (p. 25) precede a sua (i.e., minha) colaboração.


NB1 -  A primeira publicação de «discurso a refeição», sem título, foi AQUI.
NB2 - Todos os direitos reservados.

domingo, 5 de março de 2017

III. Dispersos


III.1. Poema (LXX)

             Todos os dias são da poesia e sua partilha, como pão nosso de cada dia



Publicado em EUFEME - magazine de poesia, n.º 1 (outubro/dezembro 2016), p. 26, a convite do poeta Sérgio Ninguém, editor e coordenador da publicação. Nota biobibliográfica do autor (p. 25) precede «Solitude».



sábado, 4 de março de 2017


   Eugénio de Castro faz hoje 148 anos.

CARTA


Se quero? Quero, sim, e vem depressa!
Esta casa estará cheia de flores!
Cá te espero amanhã! Não te demores!
Vem cedinho, vem logo que amanheça!

Não te via há dez anos! Recomeça
O meu céu negro a encher-se de esplendores!
O pior é que o tempo e os dissabores
Já semearam cãs nesta cabeça…

Vais estranhar-me, creio… Tu decerto
És hoje o que eras, conservando ainda
As mesmas tranças fartas e castanhas…

Tremo, de ti julgando-me já perto…
Como tu eras, há dez anos, linda!
Não mudaste, pois não?... Olha… não venhas!

Eugénio de Castro, 1938: Últimos Versos.
[Ed. consultada: Eugénio de Castro, 1987: Antologia  (Introdução, selecção e bibliografia
de Albano Martins). Lisboa: IN-CM; p. 279.]

Para recordar e/ou ler e/ou ser (mais) informado:

«[…] Artista superior, porventura o mais requintado de toda a poesia portuguesa, é esse um título que não pode, em boa verdade, recusar-se a Eugénio de Castro. E se não se detectam, na sua poesia, os dramas pungentes – individuais ou colectivos -, as angústias metafísicas, as preocupações sociais e as nevroses que alimentam a obra de alguns poetas seus contemporâneos e outros de gerações posteriores, não significa isso que não seja ele capaz de perante a vida e o mundo se emocionar. […]»
Albano MARTINS, 1987: «Introdução».
Em Eugénio de Castro, 1987: 10.

NB1 - As fotografias do Poeta foram colhidas em Google+ / Imagens / Eugénio de Castro.
NB2 - Respeitadas grafia a pontuação da edição consultada.