quinta-feira, 19 de maio de 2016

III. Dispersos

III.1. Poemas (XVII)


Com o pseudónimo de david guerreiro, publiquei, em «Convergência, Artes & Letras»,  n.º 33, suplemento cultural do jornal angolano Ecos do Norte (Malanje), em 27-10-1974, a convite do escritor e amigo Vergílio Alberto Vieira (coordenador do referido suplemento e cumprindo, então, o serviço militar em Angola) «Poema» depois, incluído na coletânea Vibração de Nervos (1976, pág. 18), com o título de «poema de / ao fogo». Aqui, o penúltimo verso teve a redação «em prometeu permitido». Ainda não consegui apurar o n.º do jornal, nem a página onde o poema saiu, pela primeira vez.
Reproduzo, abaixo, o poema tal como foi publicado em Vibração de Nervos (Ver AQUI) e o cabeçalho do referido suplemento cultural angolano.







sexta-feira, 13 de maio de 2016

III. Dispersos

III.1. Poemas (XVI)

Com o pseudónimo de david guerreiro, publiquei, em «Convergência, Artes & Letras», suplemento cultural do jornal angolano Ecos do Norte (Malanje), em 07-04-1974, a convite do escritor e amigo Vergílio Alberto Vieira (coordenador do referido suplemento e cumprindo, então, o serviço militar em Angola) o poema «O Mar Corou», depois, incluído (sem título) na coletânea Vibração de Nervos (1976, pág. 15). Ainda não consegui apurar o n.º do jornal e do suplemento, nem a página onde o poema saiu, pela primeira vez.
Reproduzo, abaixo, o poema tal como foi publicado em Vibração de Nervos (Ver AQUI) e o cabeçalho do referido suplemento cultural angolano.





sexta-feira, 6 de maio de 2016


estes cantares fez & som escarnhos d'ora

opinião crítica de Manuel Maria



O princípio da identidade, indispensável ao raciocínio lógico, tende a conduzir-nos à necessidade de a tudo colarmos um rótulo, ou seja, conferir uma espécie de bilhete de identidade. Ora é justamente o que se não deve fazer a estes cantares fez & som escarnhos d’ora, a mais recente publicação, em livro, da obra poética de David F. Rodrigues.
Devo confessar que estes cantares não me surpreenderam. E não me surpreenderam, porque, apesar da expectativa ser sempre elevada, há sempre sobejos motivos que confirmam esta minha soberba e despudorada exigência: a excelência da sua criação, fruto da sua inegável criatividade e do empenho aturado e exaustivo que confere a cada um dos seus textos.
Doutorado e especialista em Teoria do Texto, o poeta demonstra, uma vez mais, conhecer e dominar, como poucos, a matéria prima de que se serve para a construção e/ou desconstrução de uma tessitura que só pode arrebatar qualquer leitor, mesmo que, eventualmente, não domine tão completamente o código de que se serve o poeta.
Interventivo na sociedade em que se encontra inserido, parece pretender o poeta (esta repetição próxima não é uma distração, é, antes, uma reiteração, mais do que merecida) que a sua poesia transpareça, quiçá afirme, o testemunho inequívoco de uma cidadania de que não quer nem deve abdicar. O resultado final são estes cantares, que são de escárnio e são-no d’ora, porque mais não fazem do que nos mostrar como a realidade que o/nos rodeia é captada com tão perspicaz acuidade sensorial.
Conhecedor exaustivo de uma estrutura de superfície e de uma estrutura profunda, manipula o significante a seu bel-prazer, obtendo uma pluralidade de significados que vão ao encontro do que postulava/postula a Arte de Trovar (“per palavras cobertas que hajam dous entendimentos, pera lhe-lo nom entenderem […] ligeiramente”). E serve, na perfeição, a máxima latina dos nossos comediantes e satíricos: “ridendo castigat mores” = “corrige os costumes sorrindo”.
Mais do que se possa dizer/escrever acerca de, é imperiosa a leitura atenta – e lúdica! – d’estes cantares de David F. Rodrigues.
  

Porto, 06 de maio de 2016
Manuel Maria