sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

IV. Frutos da Terra e do Homem



Todos os dias são da poesia e sua partilha, como pão nosso de cada dia.


António Manuel Castanheira
[Retrato a óleo de pintor não identificado]











  
ANTÓNIO MANUEL CASTANHEIRA (AMC) é um caso raro, direi mesmo raríssimo (pelo menos em Portugal), este de estarmos perante um poeta de qualidade que, infelizmente, nunca publicou um livro de poesia. Sabem os seus amigos mais próximos que ele escreve poemas, há mais de 40 anos. Deve possuir um baú bem recheado de inéditos. Dada a nossa condição de colegas, como estudantes universitários (princípios dos anos 70), de docentes na mesma escola (princípios dos anos 80), de sermos amigos e de ambos gostarmos de poesia, tive o privilégio, então, de ver os cadernos onde registava os seus textos poéticos e de o ouvir ler alguns. É possível, porém, que desta sua atividade literária terá ficado a saber, mais recentemente, o público com conta no facebook. Podem os frequentadores desta rede social encontrar no mural de AMC (ver aqui) vários poemas que, com relativa frequência, mostram como, de facto, esta é uma voz a ter em consideração e apreço dentro poesia portuguesa contemporânea. Uma voz limpa e límpida, concisa e concreta, que se expressa numa linguagem aparentemente simples, sem outros recursos que não sejam os de quem sabe o que é escrever poesia. Como prova são também os três poemas com que o poeta aceitou participar nesta conVocação
AMC é natural de Ervedosa -Vinhais, onde nasceu em 1949. Reside em Braga, há mais quatro décadas. Possui a Licenciatura em Filosofia, pela Universidade Católica Portuguesa, e o Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesas, pela Universidade Nova de Lisboa, com dissertação em Antropologia Cultural. Tem desenvolvido investigações nas áreas da Literatura Popular (cancioneiro, romanceiro e contos) e da Religiosidade Popular (festas e romarias). Aposentado, foi professor de Português, e de História e Geografia de Portugal, sobretudo na Escola E. B. 2-3 Dr. Francisco Sanches de Braga, bem como formador na área da Literatura e Cultura Tradicionais e Ensino do Português. A par da docência, foi responsável por projetos escolares de aprendizagem de cavaquinho e viola braguesa. Durante vários anos, foi animador de sessões semanais na Secção Infantil da Biblioteca Pública de Braga, bem como de bibliotecas escolares e municipais, por todo o país, contando e cantando histórias, em vários contextos de animação sociocultural. Como cantador e tocador de violão e violas braguesas, faz parte do Grupo de Rusga «Caminhos da Romaria» (com três CD editados) e do grupo musical «Primo Convexo». (Esta breve nota biográfica foi elaborada com dados fornecidos pelo poeta.)

Obrigado, António. [DFR].

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

IV. Frutos da Terra e do Homem


                                     Todos os dias são da poesia e sua partilha, como pão nosso de cada dia.

                                         Fernão de Magalhães Gonçalves faz hoje 72 anos.




NB1 Foi respeitada a grafia da edição consultada.
NB2 - Os retratos do autor que ilustram o poema foram colhidos em Google / Imagens.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015



NB - Publicado depois, sem título, apenas com a numeração «5.», em o rostoLeça da Palmeira, Eufeme, n.º 14 da coleção «Poetas da Eufeme», 2018, p. 13. 

domingo, 4 de janeiro de 2015

IV. Frutos da Terra e do Homem

que por bem maus caminhos
nesta santa e imaculada terra
as benditas contas vinham sempre a calhar

até os mais cândidos e inocentes arcanjos
cedo ou tarde acabariam por tão bem
sim também como outros demónios pecar

porém divinas asas omnipotentes sustêm
omnipresentes tais pobrezinhos com eterno
amparo de serem devorados pelas chamas do inferno

david  f. rodrigues
viana, 04-01-2015



NB - Publicado, depois, com alterações, em estes cantares fez & som escarnhos d'ora. Ed. A. / Viana do Castelo, 2105/2016, p. 28.

sábado, 3 de janeiro de 2015


IV. Frutos da Terra e do Homem


                        Todos os dias são da poesia e sua partilha, como pão nosso de cada dia.

                                         Vasco Graça Moura faz hoje 73 anos.



NB1 Foi respeitada a grafia da edição consultada.
NB2 - Os retratos do autor que ilustram o poema foram colhidos em Google / Imagens.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

IV. Frutos da Terra e do Homem


                                                Todos os dias são da poesia e sua partilha, como pão nosso de cada dia.

                                      Afonso Duarte faz hoje 134 anos.




NB1 Foi respeitada a grafia da edição consultada.
NB2 - Os retratos do autor que ilustram o poema foram colhidos em Google / Imagens.